Nascer de novo 

 

Segundo ensinamento de Jesus, o que significa “Nascer de Novo” nascer d’água e do espírito.

 

O corpo procede do corpo, o espírito não procede do espírito.

 

Havia um homem chamado Nicodemos entre os Fariseus, que quis conversar com Jesus, era senador dos Judeus e durante a noite lhe disse: Mestre sabe que viestes da parte de Deus e que alguns não conseguem fazer os milagres que fazeis se Deus não estiver com eles.

 

Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo, “ninguém entrará no reino de Deus se não nascer de novo.”

 

Nicodemos lhe disse: Como pode nascer um homem que está velho? Pode-o entrar no ventre de sua mãe e nascer pela segunda vez? Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo ”o que é da carne é carne o que é do espírito é do espírito.”

 

Para a Doutrina Espírita Jesus, deu sentido a reencarnação.

As palavras de Jesus mostram que carne e espírito são coisas distintas, ou seja, o mesmo espírito não ficaria ligado ao mesmo corpo pela eternidade.

 

Mesmo porque como poderia um corpo desintegrado pelos séculos se recompor no mesmo antigo corpo de carne.

 

“Para a Doutrina Espírita Deus é eterno, suas leis são imutáveis, é imaterial, não está sujeito às mudanças da matéria.”

 

“Deus é único, não varia conforme as crenças humanas é todo poderoso, e soberanamente justo e bom.” (O Livro dos Espíritos, cap. I, questão 13.)

 

Não vos espanteis com que vos disse, é preciso que nasçais de novo”. O espírito sopra onde quer, ouvis sua voz, mas não sabeis da onde vem e para onde ele vai, “ocorre o mesmo com todo o homem que é nascido do espírito”.

 

O espírito utiliza-se do corpo para fazer sua evolução.

 

As mais remotas filosofias e crenças da vida e do ser aceitam a reencarnação como a única que consegue explicar as diferenças entre os homens, os povos e os diversos mundos que nos circundam.

 

A Doutrina Espírita por excelência dita através da espiritualidade “no seu próprio habitat” o “mundo dos espíritos” o condicionamento para o progresso que advenha dessa consciência “do espírito imortal”.

 

O espírito retorna a vida terrena como seres humanos inúmeras vezes até ganhar sabedoria e qualidades que o tornam um espírito puro, não tendo mais necessidade de encarnar.

 

Mas, quando um homem está morto uma vez, que seu corpo separado do seu espírito está consumido em que se torna ele? Um homem estando morto poderia reviver de novo? Nessa guerra em que me encontro todos os dias da minha vida, espero que minha transformação chegue. (Job, Cap. XIV.) Tradução de Sacy.

 

Quando o homem morre, perde toda sua força e expira, depois onde está ele? Se o homem morre reviverá? (Tradução protestante Osterwald.)

 

Quando o homem está morto, vive sempre, terminando o dia de minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei de novo. (Idem, Versão da igreja grega.)

 

O Principio da pluralidade das existências, está claramente expresso nestas três versões. Não se pode dizer que Job queria falar da regeneração pela água do batismo que, certamente ele não conhecia.

 

A idéia de morrer uma vez e reviver, implicam na de morrer e reviver varias vezes. A versão da igreja grega ainda é mais explicita. “Terminando os dias de minha existência terrestre, esperarei, porque a ela retornarei... Isso é tão claro como se alguém dissesse: Eu saio da minha casa e a ela retornarei”.

 

Segundo a Doutrina Espírita, o Espírito realiza sua encarnação de maneira consciente, traçando e planejando a existência material que vai iniciar.

 

Esquece suas experiências em suas vidas passadas, seus erros seus compromissos assumidos no plano espiritual. Deus determina o esquecimento para que cada ser possa recomeçar a vida terrena sem ódio e sem receio.

 

Cada ser é senhor do próprio destino, estritamente ligado ao exercício do seu livre-arbítrio.

 

Não estaria de acordo com a bondade de Deus, castigar para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade, no próprio meio em que foram colocados.

 

Para os espíritas a reencarnação, é o produto da misericórdia divina, aliada a sua justiça suprema.

 

Como explicar o sofrimento sem causa aparente?

 

Como explicar as mutilações do corpo físico?

 

Como explicar a carência material?

 

Como explicar a presença de certos familiares que atuam como credores?

 

São meras casualidades? Cómo explica-las?

 

Convenhamos! Todos nossos excessos têm uma explicação:

 

A volúpia quando estamos à mesa.

 

A exagerada utilização do supérfluo frente às necessidades dos infelizes.

 

O corpo mutilado pelo abuso físico e o recurso da delinqüência.

 

A medicação incessante nos abusos dos prazeres mundanos.

 

Mas, todos somos capazes de vencer as provas e as tentações e sanar os erros do passado.

 

A Reencarnação é o caminho. Como seres inteligentes podemos fazer nossas escolhas, traçar nosso destino.

 

Toda falha exige um recomeço.

 

Sejamos perfeitos!

 

 


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