Entrevista com Mathilde Blanca Jofre....por Louren Junior....coordenação Espírito Matias Albuquerque

10/01/2011 21:31

DIALOGO FRANCO E HONESTO.............por Louren Junior

 

Querida Espirito MATHILDE BLANCA JOFRE, é sempre motivo de muita alegria que nossos contatos continuam com a mesma lealdade como fora aqui no Planeta Terra e agora você como Espírito Liberto.

 

- Me diga lá! Como foi sua chegada ao plano Espiritual. É aquilo mesmo que prodigalizou durante toda sua vida como sua última encarnação aqui no Planeta Terra?

 

R. Lourenço saudades. Me lembro ainda os momentos que travamo-nos nas nossas confidências, notadamente quando tratávamos sobre Doutrina Espírita. Aquela realidade que procurei sempre transmitir aos amigos adeptos e não adeptos da Doutrina Espírita se consolidou como um palco organizado em que ao abrir as cortinas tudo aquilo parecia até mesmo mais pujante e arrebatador.

Creia amigo diga a todos o conhecimento que adquiri contém certas nuanças que fazem de nós portadores dessa grande realidade o Universo harmonioso e frágil diante da Grandeza Eterna.

 

O aspecto mais positivo diante de tantas alternativas evangélicas, sem favor algum é o da Educação Espiritual. Procurei sempre da melhor forma transmitir nos cursos que administrei aquilo que me parecia mais simples de chegar as pessoas sabendo de antemão as dificuldades de todos pelos problemas que afligem a população de uma forma indiscriminada.

 

Mas valeu! Esse meu tributo.

 

- MATHILDE! Essa sua observação para mim não é surpresa pelo que convivemos no plano material. O privilégio de entrevista-la deixa bem clara a sua preocupação com a Educação Espiritual. E friso sempre com muito alarde que a sua vivência doutrinária estabelece uma aproximação muito realista para com os principiantes na Doutrina Espírita.

 

R. Lourenço essa sua preocupação com os principiantes como sendo a minha é um dos pilares para quem se dispões a conhecer as suas origens. A Doutrina Espírita nada impõe a consciência é que dita a conduta. Não podemos ser mais realistas que o Rei.

Os preceitos os fundamentos ai estão façamos deles alvo de nossas averiguações quanto ao nosso futuro e a nosso destino.

 

- MATHILDE! Como sempre a sua postura evangélica se escancara e não poderia esperar outra coisa senão sua honestidade de propósitos. Afora essa certeza que acaba de nos transmitir o que gostaria de acrescentar?

 

R. Lourenço quero aqui externar a minha admiração por todos aqueles que acreditam em um mundo melhor. Agradeço a lembrança de todos, amigos e notadamente meus familiares aqueles que consanguíneos deram uma motivação sempre maior na minha permanência no plano físico.

 

Acredito sim e lembro aqui as palavras ditas durante a Entrevista: A minha crença em Deus em Jesus e nos amigos da Espiritualidade. A revelação espiritual terá muito ainda a nos oferecer. A cada período novas conquistas o Espírito vai adquirindo sabendo que temos ainda um longo caminho a percorrer em nosso aprendizado. A cada nova etapa a lucidez Espiritual adquirida vai proporcionando, correção, entendimento, que com muito amor, desprendimento e muita humildade estaremos atendendo as recomendações daquele que veio como Mestre nos mostrar caminhos, a verdade da vida, Jesus.

 

- MATHILDE! Esse nosso dialogo fortalece de alguma forma essa convicção que acaba de nos distinguir. Sim! Parafraseando suas palavras é possível corrigirmos e chegarmos a um mundo mais feliz!

 

Com o mesmo carinho; “Somos amigos isso basta”................Louren Junior

 

Nota: Esse breve Dialogo aconteceu após 3 dias após seu desencarne ocorrido no dia em 03 de Junho de 2016 durante a madrugada de 06 de Junho de 2016 um pouco do que o Espírito MATHILDE BLANCA JOFRE pode oferecer no horário de 5h oportunidade que temos com minha Mulher Maria Léa Muniz de todos os dias fazermos nossas orações.

 

Foto: Durante sua estada no Plano Físico administrando Cursos sobre Doutrina Espírita.

 

GRUPO DE ESTUDOS ministrado por Tânia Reginato (sua filha) e Mahtilde Blanca Jofre Aparecem na foto, Tânia, Mathilde, Roberta, Karine, Cristina, Akio, Adriana, Andréia, Adriana Custódio, Cintia, Michele e Elisabete

 

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Entrevista com Mathilde Blanca Jofre....por Louren Junior.............coordenação Espírito Matias Albuquerque

 

RECOMENDAMOS A TODO INICIANTE E ESTUDIOSOS DA DOUTRINA ESPÍRITA. TRATA-SE DA MAIS ALTA FIDELIDADE DOUTRINÁRIA, OBEDECENDO E EXEMPLIFICANDO A MORAL DO CRISTO ATRAVÉS DOS ENSINOS DOS ESPÌRITOS SUPERIORES.................Louren Junior e Espírito Matias Albuquerque.

Entrevistada por Louren Junior (Lourenço Rendesi Junior)

Idealizador do Site: A DOUTRINA ESPÍRITA ao alcance de todos.

E um dos Fundadores do Centro Espírita Casa do Caminho - SANTANA, juntamente com os colegas: Márcio Bllini, Leandro Alves de Oliveira, Wagner Algozino, Luiz Henrique, Luiz Fernando, Nilton Nascimento , Miguel Salomão Junior e Joel de Almeida.

 

Curriculo

Entrevistada: Mathilde Blanca Jofre

 

 Ex-Diretora do Centro Espírita Nosso Lar e Casas André Luiz, Coordenadora do Dpto. de Gestantes carentes durante 25 anos, Coordenadora dos Trabalhos Espirituais junto aos internos da Casa 02, atual Conselheira do Centro Espírita Casa do Caminho SANTANA.

 

Mathilde sabemos da sua “vivência dentro dos preceitos e fundamentos” que norteiam a Doutrina Espírita.

 Essa considerável experiência, por certo nos propicia ensinamentos e exemplos de “alto teor evangélico”.

O que tem a nos relatar em consideração a toda essa atividade voltada para o bem e o próximo?

 

R - Consideramos uma experiência construtiva, porque o contato com criaturas diversas e situações diferentes só me trouxeram a certeza de que Deus está sempre presente e jamais limita nossa oportunidade em consertarmos aquilo que não foi aprendido.

 

 

Mathilde,

“Durante certo período dentro de uma atividade de “cunho” religioso, filantrópico, solidário ou mesmo cientifico”, vários questionamentos vão sendo abordados “pela mente fértil” daqueles que realmente vivenciam de forma consciente e entusiasmada tais responsabilidades.

Por ventura, você já se deparou com tais “questionamentos”.

 

R – A única certeza de que sempre tive é de que renasci para acertar o meu passo. Não posso mais voltar atrás. Não consigo mais viver de forma diferente. A Doutrina dos Espíritos faz parte integrante da minha vida.

 

 

Mathilde,

Relembrando as palavras de Chico Xavier, contidas no Livro Encontros no tempo, (...) Precisamos conversar desapaixonada mente sobre o nosso movimento. È preciso que nós, os espíritas, compreendamos que não podemos nos distanciar do povo.

È preciso fugir da “elitização” no seio do movimento espírita.

 

R – Vejamos o exemplo de Jesus quando se dirigia aos humildes de coração.

 

Podemos acrescentar também as palavras de Allan Kardec na Introdução ao Livro dos Espíritos: O caminho da Nova Revelação seria de baixo para cima, das massas para a elite, porque “quando as idéias espíritas forem aceitas pelas massas, os sábios se renderiam a evidência”.

 

Mathilde se observa ainda uma “considerável elitização” no movimento espírita?

As palavras do Chico, como a do mestre Allan Kardec, ainda fazem sentido em nossos dias, ou a advertência foi correspondida. Houve algum progresso. Verdadeiramente a Doutrina caminha mesmo que vagarosamente ao encontro as massas?

 

R – Quando as crenças espíritas estiverem difundidas, quando forem aceitas pelas massas. O Livro dos Espíritos VII, acima já descrito.

 

Mathilde,

Doutrina Espírita também é cultura? Com certeza!

A bibliografia espírita é riquíssima, mostra esse aspecto cultural?

Vamos citar o prefácio do Livro “O Amor como solução” por Joanna de Angelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ela afirma:”(...) nunca tivemos a veleidade de apresentar textos estilizados, dificies, de complicado entendimento, mas procuramos manter o cuidado de apresenta-los de maneira correta quanto possível, considerando a beleza e a riqueza vocabular da língua portuguesa.

 

R – Falar corretamente e de forma simples ao expor um pensamento, ou situar qualquer fato, não é elitismo. O vocabulário é riquíssimo na língua portuguesa. Joanna de Angelis está corretissima na sua exposição. Elitizar, no caso seria limitar o conhecimento doutrinário e a Doutrina, Veio para todas as possibilidades, não somente para os doutos.

 

 

Portanto Mathilde você concorda, que o espírita (ou não) jamais poderá abrir mão do uso de um bom dicionário, para seu próprio enriquecimento cultural?

 

R - Com certeza. Doutrina Espírita também é cultura. Isso não impede qualquer pessoa de adquirir conhecimentos de outros níveis culturais. Aqueles que têm condições de estudarem, de se formarem, ampliando seus conhecimentos, utilizando suas aptidões e enriquecendo seu acervo de experiências valiosas, não estão vetados à teoria e à Doutrina dos Espíritos.

 

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“Neste momento na história da civilização, estamos inseridos dentro  de um contexto se não por força de todo um trabalho, de toda uma  programação feita pela espiritualidade, para revertemos à crise que atravessamos e dar a dimensão exata que o mundo tanto espera das pessoas de valor. .....Louren Junior

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Mathilde,

São tantos os fenômenos espíritas comprovados experimentalmente, são tantos os testemunhos que se acumulam que para um espírito perpiscaz difícil é esquivar-se da realidade dos dois mundos?

 

R – Se assim não fosse, não seria espírita, não é mesmo? Aliás, os Espíritos interferem muito em nossa vida, mais do que possamos imaginar.

 

 

Mathilde,

De uns tempos para cá, muitos companheiros do Movimento Espírita esposam a idéia, de que Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec.

No Livro “O Toque de Reunir” Editado pela Federação Espírita Brasileira – FEB, nos anos de 1.939, traz em seus relatos mensagens psicografadas atribuídas a Allan Kardec, recebidas pelo médium Frederico Junior, na Sociedade Espírita “Fraternidade” nos anos de 1.888 e 1.889.

No Livro Allan Kardec – Volume III, também editado pela FEB, em 1.980, na pagina 380, do Capitulo XXV, encontramos: Mensagem do Espírito Allan Kardec, no Grupo Espírita Ismael anexo a FEB, em 14 de Junho de 1.979, psicografada pelos médiuns Olimpio Giffone e Hernani T. Sant’Anna.

 

-Como explicar? Chico da primeira consulta não havia ainda encarnado, aconteceria somente em 1.902, na segunda já estava encarnado na época da divulgação das mensagens. Onde está a verdade? Podemos admitir que existam “modismos” por parte de alguns grupos responsáveis por instituições espíritas?

E o que terá de importância “suposta verdade”.

 

R – Na minha humilde opinião, isso não tem a menor importância, devemos nos ater apenas ao que as duas personalidades realizaram em prol do bem de todos aqueles que foram esclarecidos e consolados, São duas vidas totalmente voltadas ao bem do próximo. São duas almas que se dedicaram ao trabalho exaustivo por amor a Jesus e ao próximo, a ponto de comprometerem a própria saúde. Nós respeitamos aos dois notáveis irmãos.

 

Mathilde,

Apesar das idéias materialistas levarem o homem à concepção do nada tanto antes do nascimento do ser, quanto após sua morte, à realidade é que, independentemente das idéias religiosas e espiritualistas, o homem tem horror ao nada.

O abismo do nada sepulta, para sempre, todas as esperanças, todo o amor e todos os sentimentos.

A Doutrina Espírita de maneira sóbria e cristalina esclarece a razão e auxilia um correto entendimento sobre a vida, suas relações com o Universo e com seus seres?

 

R – O niilismo é uma teoria absoleta. A razão nos diz que a Justiça Divina é a única que prevalece e que Deus não poderia limitar ou destruir o que ele criou a vida.

 

 Mathilde,

Quando kardec questiona os espíritos: “Porque o mal prevalece tanto na Terra?” os espíritos respondem que é pela omissão dos bons, já que os maus são audaciosos e os bons são tímidos.

Você acredita mesmo dentro da sua visão Doutrinária, já que a Doutrina liberta as consciências, os espíritas também são omissos?

 

R – Conhece-se o homem, seja ele espírita ou não, por suas obras. Eu não creio que os espíritas sejam omissos, mas discretos. Muito mais do que simplesmente falar, é exemplificar. Do modo como agem e atuam é que os diferenciam dos demais.

 

Mathilde,

É comum quando se aborda o tema da reparação das faltas levar sempre em consideração as reencarnações. Como se todos fossemos não só praticantes de erros e equívocos, como assassinos, monstros e terroristas.

Consideram mesmo a “reencarnação” como fosse uma prisão.

Não será mais justo concebe-la, como educativa e instrutiva e instrumento de aprendizado constante, do que essa coisa punitiva.

E, nós a partir desta vida, resgatar nossas faltas?

 

R – A Reencarnação tem por objetivo não só a reparação das faltas cometidas, mas uma nova oportunidade de aprender novas lições. Nosso aprendizado não está limitado, é da Justiça Divina que o “culpado” possa ressarcir seus erros e progredir sempre.

 

Complementando:

O mal só se repara com o bem! E, não representa nenhum mérito, se não atingir o orgulho e a vaidade do homem. O que dizer das tentativas em reparar os danos causados a outrem, através de algumas privações pueris, como: doação de bens, com o arrependimento estéril, sempre fácil, e que não custa senão o trabalho de se bater no peito?

 

R – Nossos atos são justificados quando forem realizados por amor. Só o amor desprendido nos leva ao progresso moral.

Curso Ministrado na Casa do Caminho - Santana

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Nós do Centro Espírita CASA DO CAMINHO – SANTANA, somos conscientes do grande papel que temos diante desse contexto.

Cabe-nos uma tarefa imensa e o Plano Espiritual está confiante de que os Dirigentes, trabalhadores e adeptos da Doutrina Espírita, na sua totalidade, haverão de contribuir para a emancipação do Planeta que habitamos.

“Levar a EDUCAÇÂO ESPIRITUAL as pessoas e aos jovens de

uma maneira geral, não é só importante, como também é uma advertência.”

.......................................Louren Junior

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Mathilde,

É comum as pessoas procurarem a casa espírita, para esclarecimento de assuntos existenciais comuns a todas as pessoas, como e principalmente para problemas de ordem física. Sem duvida um dos instrumentos básicos para atender essas pessoas, e o Plantão de Atendimento.

A qualificação dos que se prestam a essa delicada tarefa, está dentro do que preconiza a Doutrina, podemos considerar trabalhadores dispostos a trabalharem com prazer, serem pacientes, saberem guardar sigilo do que ouvem e escrevem e manter-se neutro durante a entrevista?

 

R – Se assim não for. É porque não estão qualificados para exercer sua tarefa tão nobre. Lembramos ainda que o Plantão de Atendimento é a porta de entrada a um conhecimento maior, as reuniões públicas. As palavras e os passes, pouco a pouco nos libertam dos atavismos.

 

Mathilde.

Muita gente acha que se privando das alegrias e dos prazeres terrenos, necessariamente estão sendo agradáveis a Deus ou pagando possíveis erros.

È muito comum pessoas, puritanas, que criticam e até condenam outras porque gostam de ir a festas, danças e qualquer manifestação de alegria e prazer, sob a alegação que estão se entregando às coisas do mundo, esquecendo os valores espirituais.

Não podem ver uma mulher, ir ao salão de beleza, se maquiar, cuidar de suas unhas e do cabelo e querer ficar bonita e bem apresentada, que baixam a língua, com suas críticas, acusando-a de vaidade, como ela fosse uma bandida.

Colocam mesmo o orgulho e o egoísmo no mesmo nível.

O que diz a Doutrina Espírita?

 

R – Vivei no mundo sem que seja “mundano”. Segundo uma recomendação do E. S. E, Cap. XVII: Sacrificai-vos as necessidades mesmo as frivolidades do dia. O homem no mundo não é proibido de ser feliz.

 

Mathilde dando as boas vindas aos companheiros recém eleitos Membros da NOVA DIRETÓRIA do Centro Espírita Casa do Caminho - Santana - 2008

 

Uma maioria das pessoas afirma categoricamente que não existe Intolerância Religiosa no Brasil.

Ai iniciamos uma grave incursão por um caminho perigoso e estéril – o da crítica destrutiva.

Há essa possibilidade que também os espíritas, com todo o conhecimento doutrinário adquirido, possam permitir que a intolerância, o personalismo, o orgulho toldem nossa visão, impendindo-nos da comunhão fraterna com que devemos orientar nossas discussões e compreensão da verdade espiritual?

 

R – O verdadeiro espírita cristianizado não deve e nem pode ter preconceitos de qualquer espécie. Ama a todos como seus irmãos sem qualquer diferença. Nós os espíritas, que estudamos a codificação Kardequiana, devemos ser e somos compreensivos. E se existir preconceito e intolerância, isso vem do próprio homem e não da Doutrina dos Espíritos.

 

Mathilde,

É comum no seio espírita alguns adotarem àquela orientação insensata, fria e indiferente de evitar o elogio, o aplauso, a consideração mais ostensiva, aqueles que através um trabalho sério e honesto dignificam a Doutrina, quer quanto o exercício da Assistência Espiritual, quer quanto a Social.

Argumentam que a vaidade prevalece nesses casos, que o melhor é “fingirmos” que não notamos as boas obras, mas quando os confrades erram aí sim não há nenhuma restrição.

Está correto?

 

R – Os que agem dessa forma não são verdadeiramente espíritas.

É certo que não se deve exaltar a vaidade, mas o incentivo é sempre bem recebido.

 

Mathilde,

Paralelamente ao saber, a vivência espírita é fundamental, sem a qual seria simplesmente um ornamento. Você acredita que alguém que estuda a Doutrina seriamente tão complexa e tão profunda com a Doutrina Espírita, apenas para brilhar, conquistar fama ou consolidar posições de prestigio social?

 

R – Quem estuda e vive a Doutrina dos Espíritos não age dessa forma. Se alguém por ventura agir assim é porque se equivocou ou não está bem. Melhor seria que recebesse alguma orientação fraterna, tendo oportunidade de refazer seus conceitos.

Grupo formado por Mathilde, Sonia Teodoro, Jurandyr Pegrucci, Roberto Castro e Cordelia sobre  Curso de Desenvolvimento Mediúnico - Casa do Caminho - Santana

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È exatamente a esse esvaziamento “espiritual que estamos assistindo de uma forma perplexa. Essa perda de valores, é o significado de toda a crise, porque toda a crise de violência, de intolerância, de desmando, de falta de compreensão do sentido verdadeiro da vida, traduz lamentável perda axiológica.

Temos consciência de toda esta triste realidade. E, não basta somente ter consciência.

È necessário que nós nos oponhamos a toda essa construção negativa, que está tomando conta de toda a civilização.

E a EDUCAÇÃO ESPIRITUAL é o processo de libertação!

..................................Louren Junior

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Mathilde,

Sabemos verdadeiramente que a Doutrina espelha sobremaneira a fenomenologia, isto é, o intercâmbio entre os dois mundos material e espiritual. Tantas são suas formas, pela escrita, pela voz, pela vista, etc. Acredita que com seu desenvolvimento constante, essa interação de maneira ostensiva, tornar-se-á bastante tênue, que verdadeiramente estaremos, tanto encarnados, como desencarnados (na sua maioria) vivendo as duas dimensões? Temos alguns exemplos, como Jesus o maior deles, o próprio Allan Kardec, como um Chico Xavier, como um Swendenborg e tantos outros.

 

R – Anos atrás o notável espírita Herculano Pires afirmou que o querido médium de Uberaba, Francisco Candido Xavier, que desde menino conviveu naturalmente com espíritos desencarnados como se não fossem era, no parecer do espírita o protótipo do homem do futuro. Com o progresso moral, o homem prepara-se para vivenciar uma experiência desse nível, sem que necessariamente tenha que se tornar espírita.

 

Mathilde,

No Centro Espírita como sabemos impera a consciência Doutrinária, As atividades assumem importância relativa dentro de um contexto maior, o que deve ser visto com certa prudência, descartando se esta ou aquela atividade é mais importante do que outras.

Observa-se que no momento o Centro Espírita está caminhando em direção a uma Casa prestadora de serviços onde se utiliza e se prática a cultura espírita.

Você concorda? Qual sua visão?

 

R – Toda e qualquer atividade que se exerça, quer seja na casa espírita, no lar, ou como cidadão comum, deve ser sempre de forma coerente com os princípios cristãos. Examinemos nossas ações comparando-as com os preceitos evangélicos, assim saberemos como agir em qualquer situação.

 

 

Mathilde,

Há uma idéia corrente (ou presunção) como queira sobre a proximidade do tal “Planeta Chupão” cinco vezes maior que a Terra, (Segundo a Sociedade Cientifica.) tem (teria) a capacidade pelo seu negativismo de atrair espíritos imperfeitos, que por aqui transitam, para iniciarem uma nova etapa de evolução. (Algumas previsões admitem tal para meados do ano 2012 já estamos em 2016))

Alguns atribuem a primazia dessa afirmação ao Espírito Emannuel no Livro “ACaminho da Luz” psicografado por Chico Xavier.

Ramatis também trouxe a tona tal afirmação no Livro “O Astro Intruso”, o tal planeta higienizador.

 

A Doutrina Espírita esclarece que os Espíritos, quando atingem um certo grau de evolução acima dos que predominam no Planeta de origem (qualquer que seja) ao desencarnarem são naturalmente dirigidos para Estâncias (Planetas) mais adiantadas.

 

De outra parte segundo André Luiz e outros historiadores espíritas “esses tais Espíritos imperfeitos” já teriam sua estada provisória na região obscura em torno do Planeta, denominada “umbral”.

 

Vale esclarecer que a palavra “umbral” tem o significado de passagem, assim como uma porta separa um ambiente de outro.

 

Onde então a veracidade de tal afirmação. Com os astrônomos, com os historiadores espíritas, ou simplesmente é uma mera “invencionice popular” sem embasamento cientifico?

 

R – Primeiramente devemos esclarecer que Umbral não é um Planeta, mas apenas uma dimensão vibratória, um espaço de refazimento e reciclagem espiritual.

Segundo, após o desencarne, nós espíritos somos atraídos para regiões vibratórias com os quais nos afinamos e conforme tenhamos vivenciado aqui na Terra.

 

Mathilde,

Responsabilidade e Doutrina Espírita andam juntas?

Se a Doutrina Espírita nada proíbe, mas nos tira o véu da ilusão, e nos dá a liberdade de agir e de pensar, consequentemente costura nossa estrutura moral e expressa nossa evolução.

Segundo Leon Denis: “Não basta crer e saber, é necessário viver nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática diária da vida os princípios superiores que adotamos”.

Podemos concluir, portanto que só existe liberdade quando estiver atrelada a responsabilidade?

 

R – Liberdade e responsabilidade. Ninguém é livre realmente se não for justo e não praticar a lei do Amor. Temos o direito de agir, isso é o livre-arbítrio.

Mas temos também deveres a cumprir. Exercendo o nosso direito com parcimônia ou responsabilidade, estaremos agindo de acordo com as preciosas recomendações de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo”, “Fazei ao outro tudo quanto gostaríeis que vos fizessem.”

 

Mathilde,

Somos todos dependentes? Quando o assunto é dependência, logo vem à baila o alcoolismo, o tabagismo, a dependência química, vícios habitualmente nocivos física e psicologicamente.

No mundo moderno há uma serie de valores que obrigam pessoas a viver artificialidades escravizadoras: como o culto do corpo que até pouco era preocupação das mulheres e hoje também dos homens, a mídia na sua maioria sempre em busca da audiência, leva dentro de nossas casas pela televisão, violência, imoralidade, falta de caráter e todo tipo de mediocridades, a guerra pela audiência admite tudo, se der um ponto a mais, qualquer mediocridade vale a pena!

Somos escravos do “status” que determina como devemos morar, andar, vestir, comer e conduzir-nos durante esta encarnação.

E como fica a nossa programação feita no plano espiritual?

Todo isso, o mais faz parte de nossos sérios propósitos ao reencarnarmos?

 

R – A ética moral deve sempre orientar nossa vida. Cuidar da saúde é também nosso dever. O que extrapola esse dever é o excesso. Quanto à propaganda exibida na mídia, falada, escrita ou visível, necessitamos fazer escolhas daquilo que for bom, melhor, instrutivo e moralmente adequado. Enfim fazemos a nossa escolha, sermos seletivos.

 

Mathilde,

Existem pessoas que tem se socorrido de todos os recursos terrenos e espirituais na esperança de cura para uma enfermidade, e não tendo resolvido seu problema, acabam chegando à descrença. Mesmo sem fé, muitas vezes ainda procuram a Doutrina Espírita ou qualquer das religiões como recurso. Essas pessoas podem chegar a receber a cura?

 

R – Buscar a acura para nossos males físicos, morais ou espirituais são recursos válidos que Deus coloca ao nosso alcance, mas o melhor é a mudança dos nossos pensamentos, hábitos nocivos, conceitos. A tão comentada reforma íntima.

 

Complementando:

A Doutrina esclarece que muito de nós temos determinadas enfermidades, que nos mesmo pedimos antes da reencarnação, para que nosso comportamento ou impulsos negativos sejam amainados. O que você pode acrescentar a esse desiderato?

 

Nem sempre as enfermidades são conseqüências da livre escolha atual. Podem ser também o resultado de abusos que cometemos e que nos servem como alertas para mudarmos, a saúde física muita das vezes pode ser estabilizada diante de uma conduta reta, sabendo-se que “mens sana in corpore sanun”, mente sadia, corpo saudável.

Mathilde Blanca Jofre durante Palestra ao vivo Casa do Caminho Santana

 

Mathilde,

Pensamento de Sócrates: “Conheça-te a ti mesmo.”

Em 1950 a Editora FEB, lançou o Livro “ O consolador”, psicografado por Chico Xavier onde o Espírito Emannuel responde diversas questões e frisa sobremaneira o conhecimento de si mesmo. Eis:

“Como nos tempos mais recuados das civilizações mortas, temos de reafirmar que a maior necessidade da criatura humana ainda é a do conhecimento de si mesma.”

De 1950 para cá já percorremos 65 anos. A divulgação constante dos fundamentos da Doutrina Espírita, mesmo fora do Brasil, através da TV CEI Internacional, tem contribuído para acelerar substancialmente essa necessidade do homem do “conhecimento de si mesmo”?

 

R – Essa é uma verdade insofismável. Necessário é nos analisarmos com isenção de ânimo, sem subterfúgios, com serenidade e humildade. O conhecer-se a si mesmo já é um caminho para mudanças substanciais.

 

Mathilde,

A Doutrina nos ensina que “fora da caridade não salvação”, não é? Ensina-nos, também, que a Caridade a qual nos referimos, não deve ser confundida com esmola, não é verdade?

Entendido isto, concluímos que a autêntica Caridade não se resume somente a colocarmos moedas nas mãos dos meninos que nos pedem dinheiro no sinal de trânsito, a fazer sopa para pobre, a levarmos roupas velhas para os mais necessitados, a fazer a campanha do quilo..., Enfim, esse esforço só, mais meritório que seja, são açãoes imediatistas, auxiliam temporariamente, a Caridade é bem maior que isto, não é verdade?

 

R – Todo ato caridoso fruto de ostentação pode, sem duvida, beneficiar alguém que está com frio, com fome, desabrigado, mas não é o suficiente se não vier acompanhado de um gesto amoroso, de uma palavra de incentivo, uma esperança e fé na Providencia Divina.

 

Complementando:

As crianças “órfãs” devidamente educadas e tratadas com todo o carinho dentro de uma Entidade filantrópica qualquer, na sua maioria vivem de “doações” para elas (eles) o material não é o mais “premente” saciar a fome primeiro e depois educar, não é o mais correto?

 

R – Só conseguimos “educar” alguém se tocarmos o seu coração, o sentimento dessas criaturinhas. Lembrando que criança é um espírito que já vivenciou várias experiências e que trás consigo um lastro de vivências, nem sempre felizes.

 

Mathilde,

É muito comum no meio espírita o chavão: “esse espírita é polemico”!

Esta enveredando por um caminho que não a Codificação!

Alguns pretensos sábios doutrinários argumentam que a proibição de certos oradores espíritas, (incluindo notáveis nomes do movimento espírita) se deve a preservação e zelo sincero da Doutrina.

Será que um Dirigente espírita, tem um conhecimento tão elevado e aprofundado da Doutrina, inclusive revelações da vida, que ainda não puderam ser divulgadas no tempo de Kardec?

 

R – Geralmente, gostamos de impor nossas idéias aos outros.

Analisando todas as nossas ações à luz do Evangelho de Jesus, havendo discordâncias dessas lições, rejeitemos esse modo de agir e mudemos para uma atitude mais cristã. Aí, com certeza estaremos agindo de forma certa. Muitas verdades precisam ser ditas com caridade, senão é melhor calar e aguardar que o tempo possa trazer maturidade a quem ainda não a tem.

 

Mathilde,

Carta de princípios sobre Direitos do Embrião do II Encontro Internacional de Médicos Espíritas – Medinesp, 2003 – realizado no Anhembi, SP em Junho de 2003.

 

Considerando que:

01-   A vida é um bem outorgado por Deus, a qual toods tem o direito;

02-   O Espírito inicia a nova reencarnação na fecundação e passa a comandar a embriogénese, em todas as fases, até o término da gestação;

03-   De acordo com o Livro dos Espíritos existem embriões que representam ou não Espíritos em reencarnação;

04-   Não existe consenso cientifico relativo a clonagem humana e terapêutica e também na manipulações genéticas;

 

Pois bem!

Vamos nos ater ao item 04 acima descrito. A clonagem (vamos excluir aqui qualquer alusão a clonagem humana) como todos nos sabemos está ocupando um enorme espaço nos meios científicos atualmente. É vista como uma das maiores conquistas da sociedade cientifica, pois propiciará a humanidade a cura de uma boa parte das doenças consideradas de difícil erradicação.

 

A Doutrina Espírita com toda sua liberdade, resultado de seus princípios Doutrinários rígidos, quanto a parte moral e humana, estará pronta para acolher facilmente as novas investidas de âmbito terapêutico, que no caso do Brasil, está voltado somente (ainda) para o cultivo das células adultas?

Afora essas considerações, você acredita que poderá haver razões contrarias exclusivamente de âmbito religioso?

 

R – Quando a ciência for acompanhada pela moral evangélica, com certeza todas as pesquisas científicas resultarão no bem comum.

Lembrando que a vida se manifesta pela bondade Divina, que o homem deve reconhecer. Muitas das pesquisas resultaram no fracasso e muitas teorias foram substituídas por outras. Não tenhamos pressa, continuemos a utilizarmos as pesquisas com discernimento e caridade, aliadas ao amor e respeito, tanto aos nossos irmãos inferiores, os animais, quanto ao ser espiritual, que é criação Divina.

 

Mathilde deixe algumas considerações, daquilo que verdadeiramente seu espírito acredita e que gostaria que fosse de encontro aos seus companheiros de Doutrina Espírita.

Que regras podemos adotar para colaborar na melhoria de um mundo melhor.

 

Eu agradeço a confiança que você, Lourenço, depositou em mim para responder a esse questionamento, tentei responder segundo a minha crença em Deus, em Jesus e nos amigos da espiritualidade. Sabendo que a revelação espiritual terá muito mais a nos oferecer. O assunto não está encerrado e todos temos ainda um longo caminho a percorrer em nosso aprendizado. A vida no PlanetaTerra ainda é muito complexa. Quantas mais teremos de vivenciar para nos corrigirmos e chegarmos a habitar um mundo mais feliz?

Façamos a nossa parte com amor, desprendimento e muita humildade. Assim estaremos atendendo as recomendações daquele que veio como Mestre nos mostrar caminhos, a verdade da Vida, Jesus.

 

 

Mathilde, quero deixar aqui patenteada a minha admiração pela experiência e por tudo que você representa no meio espírita e pelo companheirismo leal e sincero. Entrevista-la foi um dos momentos mais prazerosos da minha participação na comunidade espírita.

Louren Junior

Acesse o Link abaixo:

http://lourenjunior.webnode.com.br/news/mathilde-blanca-jofre/