MAS NÃO È BEM ISTO QUE ACONTECE!(ou AQUI VOCÊ É O PALHAÇO) – Crônica... por Louren Junior....coordenação Espírito Matias Albuquerque.

07/07/2013 18:26

MAS NÃO È BEM ISTO QUE ACONTECE! (ou AQUI VOCÊ É O PALHAÇO) – Crônica... por Louren Junior....coordenação Espírito Matias Albuquerque.

 

“tem gente se preocupando demais com coisa boba”.

Como se nosso dinheiro roubado fosse algo bobo

 

Devido a tantos casos de corrupção que estão aparecendo nos últimos anos poderia parecer, para muitos de nós, que toda a população brasileira esteja irritada com nossos políticos. Correto? Pois é. Mas não é bem isto o que acontece.

De fato, se você sair conversando com as pessoas na rua, sem dúvida alguma você encontrará alguns que dirão que está tudo bem, que a corrupção é coisa que acontece mesmo, algo normal, etc. Isto sem falar daqueles que dirão que “tem gente se preocupando demais com coisa boba”. Como se nosso dinheiro sendo roubado fosse algo bobo.

 

Para dar continuidade ao texto pretendido antes quero deixar patenteada a:

 

CRÔNICA do Espírito HUMBERTO DE CAMPOS – Psicografada por Francisco Cândido Xavier. Livro: CRÔNICAS DE ALÉM TUMULO – Ano de 1937 – Editado pela Editora FEB.

   

Notem Ano de 1937 – Estamos vivenciando o Ano de 2013

- Quanto ao Brasil atual, qual a vossa opinião a respeito?

 

- "Apenas a de que ainda não foi atingido o alvo dos nossos sonhos. A nação ainda não foi realizada para criar-se uma linha histórica, mantenedora da sua perfeita independência.

Todavia, a vitalidade de um povo reside na organização da sua economia e a economia do Brasil está muito longe de ser realizada. A ausência de um interesse comum, em "favor do País, dá causa não mais à derrama dos impostos, mas ao derrame das ambições, onde todos querem mandar, sem saberem dirigir a si próprios."

 

É lastimável que as paixões políticas aí permaneçam, intoxicando inteligências e corações.

A esses sentimentos nefastos deve-se a sensação de angustiosa expectativa que o País vem experimentando, nestes anos derradeiros, perturbando os seus surtos de trabalho e

empobrecendo as suas fontes de produção. Os espíritos, que aí se entregam ao vinho sinistro do interesse e da ambição, andam esquecidos de que são criminosos todos aqueles que destroem um abrigo diante da tempestade furiosa, sem apresentar um refúgio melhor aos náufragos desesperados. Como inaugurar-se uma nova experiência de novos regimes  políticos no País, se o próprio principio democrático ainda não foi devidamente assimilado?

Contudo, o que vemos no Brasil, nos últimos tempos, é a tendência para a desagregação das forças construtivas da nacionalidade, em lutas esterilizadoras.

Reza a História que, nos séculos passados, quando as hordas de bárbaros ameaçavam a Europa medieval, o sultão Amurat submeteu ao seu domínio as províncias gregas da Trácia,

da Albânia e da Macedônia. Cheio de galardões e de vitórias, avançou para o norte em direção dos sérvios e dos búlgaros que, comandados por Lázaro e Sisman, lhe opuseram a

mais encarniçada resistência. O orgulhoso sultão ganhou-lhes a grande batalha de Kossovo, mas, quando vitorioso contemplava com feroz alegria o campo forrado de sangue e de

cadáveres, orgulhoso do seu feito e da sua glória, o sérvio Miloch levantou-se, no silêncio da praça destruída, e, lesto, cravou-lhe um punhal no coração.

A política brasileira dos últimos anos tem sido a repetição do mesmo quadro. Sempre um Amurat escalando o caminho da glória e da evidência, sobre as humilhações dos seus semelhantes, e sempre um Miloch saindo do seu anonimato para desferir-lhe o golpe ................................................

 

De 1937 para cá o que mudou?

 

Como exemplo disto, posso citar a Farsa Do Mensalão, que ocorreu no dia 10 de abril de 2012. Quer dizer, dinheiro foi desviado (e a origem do dinheiro ainda nem está totalmente clara), distribuído para compra de votos no Congresso Federal, etc. e, agora, querem perdoar tudo isto, esquecer, como se “nada tivesse ocorrido”. E, entenda: para mim não importa quem começou ou quem terminou com este tipo de esquema, importa quem esteve envolvido com ele, pois estes são bandidos e jamais deveriam voltar a ser eleitos. E, óbvio, devem ser condenados na justiça.

 

“Mas estes devem ser aqueles que se beneficiam do roubo de alguma forma, ou recebem algum benefício do governo” você deve estar pensando. Correto? Bem… Também não é bem assim. São poucos os que recebem algum benefício do governo, os que realmente se beneficiam de alguma forma do roubo são menos ainda.

A verdade é que o brasileiro comum não vota em quem é mais honesto ou naquele que apresenta as melhores propostas de governo durante a campanha. Os que votam assim são poucos, normalmente os mais esclarecidos, educados (que têm mais estudo).

O brasileiro vota por simpatia pelo candidato ou pelo Partido ou por revolta (Tiririca) até mesmo pelo símbolo se é bonitinho. Uma estrelinha, um cachorrinho (está na moda). Uma bandeira vermelha( também está na Moda),

E o problema não é só da educação de nosso país, é também de consciência. Poucos de nosso povo, caso chegassem lá em cima, no poder, fariam algo muito diferente do que é feito hoje. Porque, para a maioria, é “que se dane” o outro, quero saber do meu”

Quer dizer, o brasileiro comum não tem a consciência de que uma sociedade ruim não é problema só para os outros, mas também para si mesmo. E, veja, aqui não estou falando apenas dos mais pobres, mas também, e principalmente, dos mais ricos. Pois, na cabeça destes, basta construir um muro bem alto em torno de sua mansão, colocar cerca elétrica e sistema de vigilância, que estará tudo bem, mesmo a sociedade estando no caos.

O rico se esquece que pessoas não são burras, muito menos as má intencionadas: elas sempre arranjam um meio de entrar, afinal nenhum sistema é perfeito.

Resumindo, temos uma maioria de desonestos (vide o famoso “jeitinho brasileiro”, de colocar uma nota de 20 reais dentro do documento do carro antes de entregá-lo ao policial, etc.) nem consciência suficiente. Sendo assim, como poderíamos ter políticos diferentes disto?

Temos de nos lembrar que o povo de uma nação são todos: pobres, ricos, honestos e desonestos. O “povo” não é uma classe exclusiva, são todos. E isto inclui os políticos, afinal eles não são “alienígenas vindos do espaço sideral”, eles saem do próprio povo.

Uma demonstração disto é que, mesmo depois de todos os escândalos de corrupção no governo os mesmos foram reeleitos. E, sinceramente, para mim não importa qual seja o partido político ou o político que estiver no poder não quero ser enganado. Para mim a verdade está acima de qualquer ideologia, seja ela política ou não.

Antes que você venha com o velho discurso de “Ah, mas não tinha ninguém melhor”, eu já vou perguntando: mesmo em duas eleições, com toda a mudança de candidatos por partido? Sério mesmo? Será que você não está caindo em um daqueles 3 pontos que coloquei acima (simpatia, ideologia ou revolta)? Pense bem nisto e me responda: vale mais o partido, simpatia, ideologia, revolta ou o que for, do que a realidade? Pois é.

“Então você está dizendo que não tem jeito e que devemos nos acomodar com a situação do país?” você deve estar pensando. Mas não, não é isto. Só estou tentando demonstrar que o problema de nosso país é muito mais profundo e sistêmico. Mudar esta realidade é plenamente possível, contudo demandará muita luta, muita aplicação na melhoria de nossa educação, muito trabalho de conscientização e, acima de tudo, uma boa quantia de tempo. Caso contrário, continuaremos como ilustra a imagem abaixo.

 

. Caso contrário, continuaremos como ilustra a imagem abaixo.

Ainda assim, duvido muito que qualquer mudança venha do povão brasileiro. Se vier alguma, será de novo das elites econômicas e/ou políticas, pois é assim que tem acontecido por toda a história brasileira.

Já tivemos: Inconfidência Mineira, Independência do Brasil, Lei Áurea, Proclamação da Republica tudo arquitetada pela Aristocracia Brasileira.

O único movimento realmente importante no Brasil, que teve mobilização popular, foi a Diretas Já. Ainda assim, uma vez que a lei da diretas já foi vetada, todo mundo voltou pra casa e continuou sua vida. Precisou de um presidente civil, José Sarney (que assumiu em lugar de Tancredo Neves, morto logo após a posse), para que as eleições diretas viessem. Ou seja: mais uma vez, a coisa teve de vir de cima para baixo.

Enfim, o recado que tento passar nestas mal traçadas linhas de texto é que não adianta atacar apenas os sintomas (corrupção, falta de laicidade do estado, etc), se não atacarmos direto a doença em si. Temos de cortar o mal pela raiz, ou este país jamais será um país do presente – continuará, sempre, sendo o “país do futuro”…

 

http://lourenjunior.webnode.com.br/news/mas-não-è-bem-isto-que-acontece!-–-cronica-por-louren-junior-coordenação-espirito-matias-albuquerque

 

MAS NÃO È BEM ISTO QUE ACONTECE!(ou AQUI VOCÊ É O PALHAÇO)  – Crônica... por Louren Junior....coordenação Espírito Matias Albuquerque.